O combate ao racismo nas escolas configura-se como uma
prática cotidiana, exigindo um compromisso conjunto de
toda a comunidade escolar na construção de um ambiente
educacional saudável, equitativo e inclusivo.
É preciso que a educação antirracista seja adaptada a cada
território, sala de aula e cultura – e que não seja pautada
apenas por um calendário e datas comemorativas.
As práticas antirracistas na escola visam a desmantelar as
estruturas racistas presentes no ambiente escolar, promo-
vendo a igualdade de oportunidades para todos os alunos.
Tais práticas baseiam-se em cinco pilares fundamentais,
descritos a seguir.
1. Reconhecimento e valoração da diversidade:
• reconhecer e celebrar a diversidade étnico-racial como
um patrimônio cultural da escola;
• combater estereótipos e preconceitos raciais presentes
no currículo escolar, nos materiais didáticos e no discurso
dos educadores;
• promover o ensino da história e da cultura afro-brasileira
de forma abrangente e crítica, valorizando as contribuições
dos negros para a sociedade.
2. Combate ao racismo institucional:
• analisar criticamente as normas e práticas da escola,
identificando e eliminando aquelas que discriminam ou
marginalizam alunos negros;
• implementar políticas de inclusão racial que garantam
o acesso e a permanência de alunos negros em todos os
níveis de ensino;
• promover a formação continuada dos educadores sobre
relações raciais e práticas antirracistas.
3. Diálogo aberto e escuta ativa:
• criar espaços seguros para o diálogo sobre raça e
racismo, em que os alunos possam expressar suas
experiências e sentimentos sem medo de julgamentos;
• incentivar a escuta ativa e o respeito mútuo entre os
estudantes, promovendo a empatia e a compreensão das
diferentes perspectivas;
• formar grupos de afinidade racial para que os alunos
negros possam se apoiar mutuamente e discutir suas
vivências em um ambiente acolhedor.
4. Ações concretas e monitoramento:
• implementar ações concretas para combater o
racismo no dia a dia da escola, como campanhas de
conscientização, projetos de intervenção e programas de
apoio aos alunos negros;
• monitorar o impacto das ações antirracistas na escola,
coletando dados e realizando avaliações periódicas;
• ajustar as estratégias de combate ao racismo com base
nos resultados das avaliações, buscando a efetividade e a
continuidade das ações.
5. Engajamento da comunidade escolar:
• envolver toda a comunidade escolar na construção de
um ambiente educacional antirracista, incluindo alunos,
pais, responsáveis, professores, gestores e funcionários;
• promover atividades de formação e sensibilização
para toda a comunidade escolar sobre relações raciais e
práticas antirracistas;
• construir parcerias com entidades e movimentos sociais
que atuam na luta contra o racismo, buscando apoio e
expertise para a implementação das ações antirracistas
na escola.
Através da implementação de práticas antirracistas
abrangentes e consistentes, as escolas podem se tornar
espaços de aprendizagem verdadeiramente inclusivos e
equitativos, onde todos os alunos se sintam valorizados,
respeitados e com as mesmas oportunidades de sucesso.
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